Desenvolvendo Potencial
Minha amiga Magali postou no facebook a seguinte frase “Não exijas dos outros, qualidade que ainda não possuem… – Chico Xavier”.
Eu a questionei, sobre como essas pessoas poderiam evoluir, se não forem estimuladas.
E o meu novo amigo, Airton Melo, brilhantemente me explicou “… devemos estimular, exigir é diferente, mas todo estímulo nos leva a uma evolução, afinal quando crianças fomos estimuladas desde o momento do nascimento até os dias de hoje com tantos desafios que somos estimulados a caminhar mais e mais… e quando possível podemos evoluir compartilhando, como o Mestre sempre no ensinou…”
Refletindo a explicação do Airton, percebi que realmente estava errado no meu questionamento, e é exatamente isso que os Líderes fazem com seus colaboradores, estimula sua evolução.
Várias vezes, neste espaço, dissemos que a função do Líder é treinar, ensinar, dar o exemplo, etc., mas como o Líder monta seu time ou contrata um novo colaborador?
Bom consciente ou inconscientemente eles seguem a frase do Chico Xavier. Normalmente no processo de seleção quer na montagem do time, na contração de um novo, o processo básico é definir um perfil para a(s) vaga(s) e encaminha para o departamento de Recursos Humanos, que vai selecionar pessoas que atendem ao perfil traçado.
É claro que todos nós gostaríamos que as pessoas contratadas já começassem a produzir no mesmo momento em que entra na empresa, mas não é bem isso o que acontece, e por quê?
Porque entre os diversos fatores, sendo que a questão financeira é uma delas, temos de contratar pessoas que muitas vezes não atendem plenamente os requisitos, pois são profissionais que pela experiência e conhecimento tem um salário maior e nosso budget não permite contratar.
E como resolver esta questão? O Líder ao entrevistar o candidato deve identificar que ele tem as qualidades necessárias para a função e após sua contratação deve estimular estas qualidades, para que ele passe a atender as necessidades do grupo, estas qualidades escondidas, é o que chamamos de “potencial”.
Quando dizemos que uma pessoa tem potencial, é que ela tem qualidades/habilidades que ainda não foram devidamente estimuladas.
E como desenvolver o potencial do colaborador? Através do estimulo. Vamos voltar ao passado longínquo, ao nascermos foi constado a partir de exames efetuados que temos várias qualidades, e durante nossa vida, em momentos diferentes para cada um de nós tivemos estas qualidades estimuladas para que elas se desenvolvessem.
Por exemplo, não sabíamos nos comunicar, então para qualquer coisa chorávamos, logo depois começamos a emitir os primeiros sons com algum sentido, e aprendemos a falar, a identificar as imagens e mais tarde, aprendemos também a ler e escrever.
Toda essa evolução na nossa comunicação deveu-se a partir de estímulos que nos foram dados onde cada vez mais fomos aperfeiçoando esta habilidade.
Infelizmente alguns não puderam desenvolver algumas das formas de comunicação e neste sentido realmente não podemos exigir que uma pessoa com deficiência visual leia um papel, para isso pode ser estimulada outra habilidade que é leitura Braille.
O Líder deve ter um plano de desenvolvimento para cada colaborador, baseado nas necessidades de sua missão dentro da empresa. É muito importante este plano de desenvolvimento que não deve ser apenas um plano de desenvolvimento técnico, mas principalmente que atende ás necessidades e ambições de cada colaborador.
Já dissemos que é fácil montar uma grade de cursos e enviar ao treinamento e achar que isso é suficiente, o pior é que muita gente acha que é.
Mas treinar não é só isso, é também conhecer seu colaborador, e identificar suas qualidades e estimulá-las, ai vem alguém e diz, mas eu tenho cem pessoas sob minha liderança, devo traçar cem planos de desenvolvimento?
Bom se você tiver cem colaboradores sob sua responsabilidade, você não deve ser, com todo respeito, um bom Líder, porque é impossível ter cem pessoas diretamente ligadas a você, a primeira coisa que precisa fazer é dividir em equipes menores, e criar uma nova linha de liderança e é para esta linha que você irá montar o plano de treinamento, que deverá montar um plano de treinamento para seus liderados.
Pois bem amigos, vamos estimular as qualidades de nossos colaboradores e o mais importante ao contratar um novo colaborador, vamos tentar identificar se o seu potencial atende ás necessidades da equipe, porque não adiante contratarmos uma pessoa que não irá atender plenamente nossas necessidades apenas porque tem um bom currículo.
Um grande abraço.
José Antonio Gagliardi
blog.jgagliardi@gmail.com
Analisando os Fatos
Durante a visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes perguntou
ao diretor:
- Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser
hospitalizado aqui?
O diretor respondeu:
- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.
- Ah! Entendi. – disse o visitante. Uma pessoa normal usaria o balde,
que é maior que o copo e a colher.
- Não! – respondeu o diretor – uma pessoa normal tiraria a tampa do
ralo. O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?
- E GRITA!! – ENFERMEIRAAAA, TRAZ A CAMISA DE FORÇA.
Dedicado a todos que escolheram o balde.
“A vida tem muito mais opções, nem sempre o que lhe oferecem é o
correto, pense antes de agir.”
É isso ai amigos, esta lição complementa o post anterior “Aprendendo a Ouvir”, quando ouvimos podemos analisar e encontrar a melhor opção, mesmo que ela não se apresente de forma clara para nós.
Novamente recorro ao grande cientista Albert Einstein que disse “Nenhum problema pode ser solucionado pelo mesmo grau de consciência que o gerou”, e o que isso quer dizer? Ora leiam novamente o texto acima e entenderão.
O problema apresentado foi esvaziar a banheira, e foram oferecidas algumas ferramentas para executar o trabalho, logo se nós analisarmos o problema pela ótica em que foi gerado, ficaremos presos às opções oferecidas, e ai serão gerados novos problemas, como por exemplo, onde jogar a água? Sim porque vou encher o balde e como esvaziar o balde agora?
Ninguém falou onde esta a banheira, presume-se que esteja em um banheiro, certo?
Agora o mais importante, a melhor opção não nos foi revelada, e também a grande maioria não viu, porque não ouviu, ou no caso não leu completamente.
No mundo de hoje a informação é a maior fonte de poder, quanto mais informação, mais poder, nossos executivos precisam ser informados sobre tudo, pois são questionados pela alta administração e tem necessidade passar as informações de forma mais correta possível.
Dizem que o conhecimento no mundo dobra a cada 5 anos, é impossível acompanhar a este crescimento, por isso que há tantos assessores, pois cada um se especializa em uma área ou assunto especifico.
Como a competição também é muito acirrada, pois muita gente quer ser a fonte da informação e se mostrar capaz, acontece o problema relatado no texto acima, que é a falta de analise coerente dos fatos.
Hoje em dia as pessoas na obsessão de ser o primeiro a informar acabam por não analisar todo o problema/situação e muitas vezes não chegam à melhor solução do problema/situação.
Muitas vezes não chegam nem a optar pela colher, e sim virar a banheira, e quando percebem que fizeram besteira já é tarde demais.
Quantas vezes nós não cometemos este erro? Queremos informar nosso Líder/Gerente logo, nos sentimos como um repórter a dar um furo de reportagem e não estamos preparados para isso, nos falta informação e muitas vezes até conhecimento do que estamos tratando.
Como tudo, isso requer treinamento, precisamos aprender a ouvir, e aprender a analisar as opções oferecidas, mas principalmente saber como diz o ditado, “ler as entrelinhas” porque muitas vezes é lá que estão as soluções dos problemas.
Também não podemos ficar procurando pelo em ovo, ou seja, ficarmos presos a problemas por muito tempo, porque como dissemos acima, o mundo exige informações rápidas e principalmente precisas.
Bem amigos, vamos aprender a analisar todas as opções oferecidas, não podemos descartá-las, mas também precisamos analisar as implícitas e achar as que estão escondidas, isso requer treinamento e perseverança.
Um grande abraço a todos e obrigado pelos acessos e comentários.
José Antonio Gagliardi
Blog.jgagliardi@gmail.com








